Resumo
Com a descentralização da gestão da saúde pública no Brasil os municípios passaram a ser o principal gestor da saúde. Este artigo visa analisar a eficiência das capitais brasileiras quanto ao atendimento do Sistema único de Saúde (SUS), durante o período de 2008 a 2015. Para mensurar a eficiência das capitais, utilizou-se a técnica análise envoltória de dados (DEA) e para analisar a contribuição das variáveis, utilizou-se a técnica de regressão logística. Os resultados mostram que há diferenças significativas no nível de eficiência entre as capitais brasileiras e que a tendência ao longo dos anos é a diminuição dessa eficiência.Referências
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