Resumo
O objetivo deste estudo é analisar empiricamente o efeito dos recursos intangíveis, ou seja, a eficiência do capital intelectual (CI) no desempenho financeiro dos sete maiores grupos bancários a operar em Portugal, para o período de 2012 a 2023. O objetivo é avaliar se fatores como o Coeficiente de Valor Acrescentado Intelectual (VAIC™), medido pela eficiência do capital humano, do capital estrutural e do capital empregue, influenciam o desempenho dos bancos, medido pela rendibilidade dos capitais próprios (RoE). Para o efeito, foram utilizados modelos econométricos de dados em painel fortemente balanceados, recorrendo a quatro modelos de regressão linear múltipla para estimar os resultados. Os resultados evidenciam uma relação positiva significativa entre o coeficiente de valor acrescentado intelectual (VAIC™) e o desempenho financeiro, medido pelo RoE. Os resultados também mostram uma associação positiva significativa entre o desempenho e as variáveis eficiência do capital humano e eficiência do capital empregue, sugerindo que o RoE capta o coeficiente de valor acrescentado intelectual tanto do capital humano como do capital empregue. Por fim, o capital estrutural apresenta uma relação negativa e insignificante.
Palavras-Chave: Desempenho, bancos, capital intelectual, VAIC, dados em painel