Para os professores Ana Rosa Fonseca-Díaz, Elena Fernández Rodriguez e Antonio Martínez Arias da Universidade de Oviedo (Espanha), nos países em que existe um imposto sobre benefícios empresariais ficam de manifesto diferenças entre o tipo estatutário afixado pelo governo e o tipo impositivo efetivo suportado pelas empresas. Neste primeiro artigo, utilizando uma amostra de 21.693 empresas não financeiras, cotadas de 76 países, durante o período 1999-2009, põe-se de manifesto que o âmbito geográfico, o nível de desenvolvimento, a pertença à OCDE ou a qualidade institucional dos países são fatores condicionantes das referidas diferenças.
No segundo artigo, os professores Marta Zárraga-Rodríguez, Carmen Jaca, M. Jesús Álvarez, Elisabeth Viles da Universidade de Navarra (Espanha) e Manuel F. Suárez-Barraza, do Tecnológico de Monterrey (México) tratam de analisar se a gestão e o uso da informação é eficiente em empresas comprometidas com a gestão da qualidade e se depende do sistema de gestão de qualidade adotado pela organização. Para os autores, o estudo contribui para conseguir um conhecimento mais profundo da gestão e uso eficiente da informação como fonte de vantagem competitiva para a organização. O nível de adoção das práticas que conduzem à gestão e uso eficiente da informação é elevado nas organizações comprometidas com a gestão da qualidade. Para além disso, detetaram-se diferenças que dependem do sistema de qualidade adotado pela mesma.
No seguinte artigo, os professores José Ruiz-Navarro Raúl Medina-Tamayo da Universidade de Cádis (Espanha) e Carmen Cabello-Medina da Universidade Pablo Olavide (Espanha) realizam uma valoração da lei de apoio aos empreendedores e a sua internacionalização, com base na informação que oferece o observatório GEM (Global Entrepreneurship Monitor), as contribuições da teoria institucional e a opinião obtida a um painel de peritos sobre a eficácia esperada da lei. Os ambiciosos objetivos da lei, que procuram “uma mudança de mentalidade em que a sociedade valorize mais a atividade empreendedora e a assunção de riscos”, justificam o trabalho, que oferece um amplo material para a reflexão, útil para o seguimento e design das políticas de empreendimento.
María da O Barroso González da Universidade de Huelva (Espanha), Mercedes Jiménez García e María del Carmen Pérez González da Universidade de Cádis (Espanha) analisam a dinâmica quanto à criação de EBTs em diferentes universidades andaluzas (Espanha), identificando as suas deficiências, pontos fortes, assim como um perfil das EBTs e do seu empresariado. A partir disso, as autoras propõem, por um lado, uma definição ampla destas empresas de base tecnológica, incorporando a sua dimensão territorial e a sua estrutura dentro dos sistemas de inovação; e, por outro lado, o estabelecimento de um quadro conceptual, onde se recolhe o conjunto de caraterísticas e requisitos que, segundo o nosso critério, configuram os fatores mais importantes para potencializar a criação de EBTs num território. Por último, estabelece-se uma proposta de medidas de melhoria dirigidas à dinamização, quanto à criação destas empresas e à sua consolidação, de maneira que possam contribuir para o incremento da competitividade dos territórios.
No penúltimo artigo, Jorge Luis Sanchez Arevalo, Leonardo Maso Nassar e Edgard Monforte Merlo da Universidade de São Paulo (Brasil) analisam as exportações totais de azeitonas procedentes da Argentina e Peru ao mercado brasileiro. A escolha dos dois países para a análise deve-se ao facto de que são os mais importantes da América do Sul, relativamente ao comércio internacional de azeitonas, sendo os mais significativos no mercado brasileiro. O período de análise vai desde o ano de 1999 a 2013. O objetivo do estudo foi determinar os lucros e/ou perdas de competitividade no mercado brasileiro, assim como identificar as principais fontes de crescimento e/ou diminuição das exportações. Utilizou-se o modelo de Constant Market Share (CMS) de segundo nível. Nos resultados, observou-se que o Peru conseguiu ampliar a sua participação no mercado brasileiro de azeitonas. No entanto, a Argentina teve uma ligeira descida na participação. Também se observa que a Argentina e o Peru mostram lucros de competitividade nesse mercado. No que se refere a volume de exportação, a Argentina é mais significativa em comparação com o Peru.
As aquisições de empresas podem criar valor, mediante a aprendizagem entre empresa adquirida e adquirente, transferindo conhecimento de um sócio a outro ou criando novo conhecimento a partir da sua combinação. O sucesso destas aquisições reside em conseguir que durante a integração não se perca o conhecimento que possuem os sócios. Consuelo Dolz e María Iborra da Universidade de Valença (Espanha) tratam de demonstrar que o conhecimento é uma fonte de criação de valor nas aquisições e analisar como é que se devem integrar as aquisições para transferir e criar conhecimento. Especificamente, analisamos três decisões chave do processo de integração, o nível de autonomia, o nível de socialização e o de formalização. Mediante o estudo de 45 aquisições, na qual participaram empresas espanholas, demonstramos que as operações com elevada transferência de conhecimento criam valor e se integram mediante a socialização, a formalização e a centralização. A criação de conhecimento também se associa com a criação de valor e, neste caso, os processos de integração devem basear-se na socialização.
De novo queremos agradecer a todos aqueles que fazem com que seja possível o bom funcionamento da revista: membros do Conselho Consultivo, Conselho Editorial, Editores e Editores Associados de área, avaliadores, autores e, sobretudo, os leitores.