O primeiro artigo tem como objetivo analisar as oportunidades do desenvolvimento financeiro nas empresas familiares brasileiras e chilenas. Para isso, Mara Vogt, Taciana Rodrígues de Souza, Tarcísio Pedro da Silva (Universidade Regional de Blumenau, Brasil), Fábio José Diel (Universidade Comunitária Regional de Chapecó, Brasil) e Itzhak David Simão Kaveski (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Brasil) realizam uma investigação descritiva, documentária e quantitativa, com uma amostra de 32 empresas familiares brasileiras e chilenas, durante o período 2008-2012. Para os autores, os resultados indicam que as empresas familiares brasileiras não apresentavam significação estatística nos períodos analisados. Ao contrário do Chile, onde as variáveis de ativo total e endividamento são significativas. Na relação Brasil-Chile, quanto menor é o ROA das empresas familiares brasileiras e chilenas maior é o benefício para o manter.
No seguinte artigo, María Cantero-Sáiz, Sergio Sanfilippo-Azofra, María Begoña Torre-Olmo e Carlos López-Gutiérrez (Universidade da Cantábria, Espanha) analisam os efeitos que o risco soberano está a ter na transmissão da política monetária na Zona Euro através do crédito bancário. A explosão da crise de dívida soberana em 2010 gerou uma crescente preocupação pelo risco soberano, especialmente nos países da periferia europeia (Espanha, Portugal, Irlanda, Itália e Grécia). Para os autores, a apreciação de um maior risco soberano deteriorou as condições de financiamento do setor bancário, dando lugar a assimetrias no processo de transmissão monetária entre países.
Para Juan Emilio Cheyre (Pontifícia Universidade Católica do Chile), a América Latina saiu da crónica instabilidade política e económica que a caracterizou durante décadas. No entanto, a região convulsionou-se em termos de segurança, especialmente na América Central e no Caribe. Para o autor, surgiram novas ameaças à segurança que não eram consideradas pelas visões tradicionais nesta matéria e que têm uma origem multicausal, configurando-se uma situação que afeta internamente os Estados. Isto produziu desconfianças da população para com as instituições policiais, judiciais e políticas. Este novo cenário constitui um dos maiores desafios para os governos da região, que devem procurar soluções para este flagelo.
Pedro Ylunga Costa da Silva (PricewaterhouseCoopers, Angola), Ilse Maria Beuren (Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil), Raquel Wille Sarquis e Gerlando Augusto Sampaio Franco de Lima (Universidade de São Paulo, Brasil) analisam o nível de homogeneidade entre os indicadores sociais publicados pelos países membros da Comissão Económica para a América Latina e o Caribe, estudando os indicadores sociais do período de 2010-2012 proporcionados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 18 dos 44 países membros, com a aplicação da Análise de Correspondências. Os resultados mostram que as variáveis selecionadas se agrupam em duas dimensões, qualidade de vida e a qualidade nutricional. Os autores identificam quatro grupos com caraterísticas homogéneas no mapa perceptual de categorias das variáveis e quatro grupos de países com caraterísticas similares nos seus indicadores sociais no mapa perceptual dos objetos por países.
O estudo realizado por Nádia Campos Pereira Bruhn (Universidade Federal de Goiás, Brasil), Cristina Lelis Leal Calegario e Melina Campos Pereira (Universidade de Lavras, Brasil) tem como objetivo investigar se a presença estrangeira pode representar uma vantagem para a economia local e em que situações. Os dados analisaram-se mediante modelos lineares generalizados de medidas repetidas que associavam os efeitos do tipo de capital controlador e as diferentes regiões brasileiras sobre variáveis selecionadas. Adicionalmente, desenvolveram-se análise modelos GLM com a intenção de identificar os efeitos secundários da presença estrangeira, baseando-se numa função de produção. Para os autores, não há evidências de que o tipo de capital controlador exerça um efeito significativo sobre a presença de influências. A região onde se estabelecem os estrangeiros é um fator relevante na análise de efeitos indiretos.
No último artigo Harrison Bachion Ceribeli e Carolina Áurea Matos de Almeida (Universidade Federal de Ouro Preto, Brasil) descrevem o processo de implantação e as práticas de gestão por competências, adotadas numa organização de grande tamanho no Brasil. O estudo de caso realizou-se numa unidade de uma indústria do setor siderúrgico e a recolha de dados levou-se a cabo através de uma investigação documentária e entrevistas com os profissionais de recursos humanos da empresa. Como resultados, os autores descrevem os pilares da implantação da gestão por competências na empresa estudada: o mapeamento das competências valorizadas, o instrumento de valoração do desenvolvimento concebido e o novo modelo de remuneração e carreiras.
Novamente, queremos agradecer a todos aqueles que fazem com que seja possível o bom funcionamento da revista: membros do Conselho Consultivo, Conselho Editorial, Editores e Editores Associados de área, avaliadores, autores e, sobretudo, leitores.
Editor-chefe