Abrimos o número com um artigo que estuda o formato da informação não financeira publicada pelas empresas que cotam no IBEX-35 e os motivos para a publicar numa amostra de empresas selecionadas, cujo principal destino de investimento é a América Latina. Os professores Esther Ortiz-Martínez e Salvador Marín-Hernández (Universidade de Múrcia, Espanha) constatam que dentro da heterogeneidade predominante a tendência é a homogeneização da informação não financeira por parte das empresas cotadas; que ainda não existe um formato único para a informação financeira e a não financeira; e, por último, que para as empresas não cotadas, a função custo-benefício de publicação da informação não financeira ainda não é positiva.
Os professores Harrison Bachion Ceribeli e Fábio José Rodrigues Ferreira (Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP, Brasil), no seguinte artigo pretendem analisar a relação entre a flexibilidade do trabalho, o compromisso organizacional e a intenção de permanecer na organização com um estudo de campo em Mariana (Minas Gerais, Brasil), utilizando um modelo de equações estruturais. Os resultados sugerem que o trabalho flexível influi positivamente a intenção do indivíduo de permanecer na organização e o compromisso organizacional de base afetiva e normativa. Para além disso, concluem que existe uma relação positiva entre o compromisso organizacional e a intenção de permanecer na organização.
Atualmente, o panorama financeiro internacional tem sofrido diversos acontecimentos com implicações sistémicas, tais como, a crise financeira de 2007 e 2008, a desaceleração da China (de 2014 até agora), a contração dos BRICS (de 2013 até agora), entre outros. Como o fundamental no futuro das economias é a performance das empresas, acontece que atrás destes eventos sucedem vários fatores, sendo um deles, a pouca implementação de boas práticas ou o governo corporativo e isto levou a que a comunidade internacional ponha ênfase nas formas de levar a cabo transações comerciais. Kurt Burneo Farfan (CENTRUM Católica, Peru) e Edmundo R. Lizarzaburu (Universidade ESAN, Peru) tentam responder à pergunta de se verdadeiramente a aplicação dos princípios do Bom Governo Corporativo teria como efeito resultados diferenciadamente favoráveis relativamente às entidades que não aplicaram estes.
No seguinte artigo, os professores David Flores-Ruiz, (Universidade de Huelva, Espanha), Rosanna Elizabeth Bino-Raya (Universidade Blas Pascal, Argentina) e María de la O Barroso-González (Universidade de Huelva, Espanha) analisam o grau de aplicação do conceito de responsabilidade social empresarial (RSE), por categorias e dimensões, no setor hoteleiro da cidade de Córdova (Argentina) como estratégia que contribua para impulsionar processos de desenvolvimento turístico sustentável. Os autores concluem que, apesar da consciência ambiental e do conhecimento que existe do conceito ainda não chega a aplicar-se de uma forma integral, sendo necessário introduzir determinadas medidas, entre as quais destacam a informação e a formação nestes temas. Também se coloca de manifesto como existem diferenças significativas na aplicação da RSE por categorias e por dimensões da sustentabilidade.
De acordo com o Modelo de Aceitação das Tecnologia (TAM), os professores Stefano De Marco, José Manuel Robles, Mirko Antino (Universidade Complutense de Madrid, Espanha) e Ernesto Ganuza Fernández (Instituto de Estudos Sociais Avançado -IESA-, Espanha) estudam como é que as habilidades para a procura e a verificação da informação comercial online afetam a adoção de hábitos de compra através da Internet. Em segundo lugar, estudam como é que este tipo de habilidades estão positivamente influídas pela capacidade para procurar, em geral, conteúdos na Internet. Por último, refletem sobre as implicações que a desigualdade digital, isto é, a distribuição desigual dos usos benéficos da Internet entre a população, como por exemplo, os informativos, podem ter sobre o comércio eletrónico.
Jorge Benzaquen-de las Casas (CENTRUM Católica Graduate Business School, Peru) e Maximiliano Pérez Cepeda (QUEJATEAQUI S.A., Equador), no último artigo, pretendem estudar o impacto de ter um Sistema de Gestão de Qualidade (SGC) certificado com ISO 9001 nas empresas no Equador, com base em nove fatores de sucesso usados para medir a implementação da Administração da Qualidade Total (TQM). Os autores analisaram 163 empresas com o objetivo de fazer uma comparação entre as que têm a referida certificação e aquelas que não a têm. Conclui-se que as empresas com certificação ISO 9001 obtêm uma melhor média relativamente às empresas que não contam com a certificação. Estes resultados apoiam os estudos similares realizados no Peru e na Colômbia.
Novamente, queremos agradecer a todos aqueles que fazem com que seja possível o bom funcionamento da revista: membros do Conselho Consultivo, Conselho Editorial, Editores e Editores Associados de área, avaliadores, autores e, sobretudo os leitores.