Com este número a Revista de Globalização, Competitividade e Governabilidade continua sua caminhada cumprindo fielmente a periodicidade com nossos leitores e os critérios de qualidade internacionalmente aceitos, auditorados por diversas instituições. A GCG encontra-se atualmente indexada em: SCOPUS (Elsevier Bibliographic Databases. Scimago Journal Rank 2016, SJR), nas categorias: Business, Management and Accounting e Economics, Econometrics and Finance; EconLit (American Economic Association's electronic bibliography); EBSCO Publishing's databases (Business Source Complete; Business Source Premier; Business Source Elite; Fonte Acadêmica Premier; Fonte Acadêmica Plus); ABI/INFORM (ProQuest; LATINDEX; REDALYC; Google Scholar Metrics). Esta aposta na qualidade permitiu que a GCG fosse classificada como revista A (categoria máxima) de todas as revistas espanholas de ciências humanas e sociais na Web of Science e/ou SCOPUS (ISOC-CSIC).
Cabe destacar a alta porcentagem de autores estrangeiros (80%), especialmente das Universidades do Brasil (54% do total de autores). Durante o ano de 2018 foram recebidos 67 artigos, sendo a taxa de aceitação de 20,9%, e foram baixados 104.025 artigos do site da GCG. Encorajamos os autores a enviar artigos que, cumprindo com os requisitos exigidos, permitam que executivos, empresários e responsáveis pela administração encontrem respostas para suas reflexões, inquietudes e problemas.
No primeiro artigo, Luis Enrique Simbaña-Taipe, Gabriela Estefanía Vargas-Negrete e Alexandra Morales-Navarrete da Universidad de las Fuerzas Armadas ESPE, e María Jesús Rodríguez-Gulías (Universidade da Coruña) e David Rodeiro-Pazos (Universidade de Santiago de Compostela) analisam a relação entre o tamanho das empresas e seu crescimento, comparando a lei de Gibrat em uma amostra de 2.915 empresas manufatureiras equatorianas no período 2012-2016. Na pesquisa é feita uma regressão quantílica para dados em painel a fim de estabelecer o efeito das variáveis com características empresariais e de desempenho financeiro sobre o crescimento da empresa medido através das vendas e do número de funcionários. Os resultados mostram que empresas menores possuem taxa de crescimento mais alta do que as empresas maiores. Para os autores esta evidência permite rejeitar a lei de Gibrat, já que existe uma relação negativa entre o tamanho e o crescimento das empresas manufatureiras.
Para Susana Herrero Olarte (Universidad de Las Américas, Equador), a baixa produtividade sul-americana leva obrigatoriamente a ter de importar dos países mais produtivos e a que os países que exportam façam-no com um valor agregado limitado. O presente artigo pretende analisar se o comércio latino-americano intrarregional é influenciado e em que medida por mudanças na produtividade. Para isso é utilizado um modelo de regressão linear de painel de dados com efeitos aleatórios para o período 1992-2016 que toma como variável dependente o comércio sul-americano intrarregional e como variáveis independentes a produtividade e os bens sem imposto alfandegário entre os países da região. Para a autora, os resultados mostram como ambas as variáveis de fato influenciam, com níveis de incidência similar em ambos os casos, o comércio sul-americano intrarregional.
O objetivo do artigo seguinte é analisar a relação entre os recursos estruturais, cognitivos e políticos e o nível de saneamento básico em grandes municípios brasileiros. Para isso, Fabricia Silva da Rosa, Gabriel Donadio Costa e Rogério João Lunkes (Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil) analisam os 241 maiores municípios brasileiros. Os resultados obtidos pelos autores mostram que o saneamento básico ainda é incipiente em grandes municípios brasileiros, que em média a população brasileira tem mais acesso ao abastecimento de água que a tratamento de águas residuais, e, além disso, que a região norte do país apresenta menor índice médio de atendimento. O estudo revela que os recursos estruturais influenciam diretamente na capacidade dos municípios de atender à população, e que o perfil dos prefeitos relacionados com a idade e a formação influenciam neste atendimento; enquanto a influência de gênero e política não pode ser confirmada nesta pesquisa.
Edmundo R. Lizarzaburu (Universidad ESAN, Peru), Kurt Burneo (Pontifícia Universidad Católica del Perú), Gabriela Barriga Ampuero (Consultora) e Luis Noriega (Universidad UCV – Sede Chimbote) investigam a relação entre a aplicação das boas práticas de governança corporativa e o valor econômico dos bancos listados em uma bolsa emergente como a Bolsa de Valores de Lima, dada a crescente relevância da governança corporativa, e diante da escassez de evidência empírica sobre bancos em mercados emergentes. Os autores empregam um modelo que avalia o Q de Tobin, os índices de alavancagem, qualidade de carteira, eficiência e retorno sobre ativos (ROA) e a variável dicotômica em relação à incorporação ao Índice de Governança Corporativa. Eles concluem que as boas práticas de governança corporativa contribuem para o aumento do valor econômico das empresas mais representativas do setor bancário.
No artigo seguinte Luís Claudio Sampaio, Antônio Carlos de Almeida, Ivano Ribeiro, Jerry Adriani Johann e Geysler Rogis Flor Bertolini (Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Brasil) analisam a influência do uso da tecnologia de recuperação de vapores em postos de gasolina. Eles pesquisam, a partir da consciência ambiental, o impacto desta iniciativa nas decisões de compra dos consumidores. Os dados foram analisados por meio de Modelagem de Equações Estruturais pelo método dos Mínimos Quadrados Parciais. Segundo os autores, os resultados mostram que existe uma relação entre a consciência ambiental e a percepção das iniciativas ambientais das empresas; que a consciência ambiental influencia na decisão de compra; que as iniciativas ambientais das empresas influenciam na decisão de compra; que a recuperação de vapores de combustível é percebida como uma iniciativa ambiental; e que o sistema de recuperação de vapor instalado nos postos de gasolina não tem influência significativa na decisão de compra.
Para finalizar, Hugo Moraga-Flores e Maruzzella Rossi-Undurraga, da Universidade Andres Bello do Chile, pesquisam as características das empresas que estão adotando as práticas de Governança Corporativa no Chile, e se esta adoção afeta a solvência financeira das empresas através do modelo criado por Edward Altman conhecido como Z-score. Para os autores os testes estatísticos permitem estabelecer uma baixa adoção e alta heterogeneidade dos setores e subsetores econômicos, além de não haver relação entre a adoção de práticas de Governança Corporativa e o grau de solvência medido através do modelo Z-score, ainda que se tenha estabelecido relação com dois dos índices que compõem o modelo.
Uma vez mais queremos agradecer a todos aqueles que tornam possível o bom funcionamento da revista: membros do Conselho Consultivo, Conselho Editorial, Editores e Editores Associados de área, pareceristas, autores e, sobretudo, leitores.