No primeiro artigo Eugenio Guzmán-Soria, María Teresa de la Garza-Carranza (Instituto Tecnológico de Celaya-Campus II, México), Samuel Rebollar-Rebollar, Juvencio Hernández-Martínez (Universidad Autónoma del Estado de México, México); e Nicolás Callejas-Juárez (Universidad Autónoma de Chihuahua, México) procuram determinar a elasticidade do preço próprio da produção mexicana de aço, bem como quantificar o nível de impacto do preço internacional sobre o preço atacadista no México. Para isso, estimam um modelo de equações simultâneas com informação anual de 1980 a 2017, integrada por três equações de regressão. No curto e longo prazos, a produção de aço no México responde de maneira inelástica (0,0425 e 0,2419%) diante de mudanças de 1% no preço próprio. Eles concluem que o preço internacional do aço é o preço atacadista no México a um nível de 0,05 por cada mudança percentual unitária na primeira.
Edson Vinicius Pontes Bastos e José André Villas Boas Mello (Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca – Cefet-RJ, Brasil) utilizam o modelo dinâmico de Fleuriet e o método estatístico de regressão múltipla para a análise financeira das contas públicas das cidades do Rio de Janeiro. Quanto aos resultados da pesquisa, segundo os autores os municípios foram agrupados nos tipos de situação financeira propostos pelo modelo, aos efeitos da classificação quanto a solvência. Como conclusão, parte da variação ocorrida no equilíbrio financeiro pode de fato ser explicada pelas variáveis capital de giro e necessidade de capital de giro. A relevância deste estudo é apresentar aos gestores municipais um método viável para analisar seus balanços e prever níveis financeiros insustentáveis.
No artigo seguinte, Paulo Henrique Alves Ventura (Companhia Energética do Estado de Pernambuco, Brasil), Edvan Cruz Aguiar e Manoela Costa Policarpo (Universidade Federal de Campina Grande, Brasil) analisam o papel que desempenha a região do produto na construção da imagem de marca, assim como sua relação com o valor percebido e a intenção de compra. Os autores concluem que a região de origem desempenha um papel relevante no comportamento do consumidor, especialmente na formação da imagem de marca, assim como no valor percebido e nas intenções de compra do produto. Os achados também sugerem que a informação sobre a procedência do produto assume um papel de antecedente do comportamento de compra do consumidor.
Maurício Corrêa da Silva (UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Brasil), João Carlos Hipólito Bernardes do Nascimento (UFPI - Universidade Federal do Piauí, Brasil), José Dionísio Gomes da Silva (UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Brasil) e José Ricardo Maia de Siqueira (UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil) procuram pesquisar os determinantes da transparência municipal brasileira, e para isso utilizam o Índice Nacional de Transparência como indicador. Os autores observam que os maiores municípios tendem a ser mais transparentes, também observam uma relação positiva com o nível de desenvolvimento humano (IDHM) e a qualidade da gestão fiscal (IFGF). Os resultados indicam a importância da supervisão por parte dos responsáveis políticos em termos de transparência.
No artigo seguinte, Aline Moura Costa da Silva (Universidade Federal Fluminense - UFF, Brasil) e Otávio Ribeiro de Medeiros (Universidade de Brasília - UnB, Brasil) apresentam a estimativa e análise de um modelo econométrico para explicar e prever os rendimentos de ações do mercado da bolsa brasileiro. O modelo utiliza a metodologia de regressão MIDAS, já que permite a estimativa de regressões com variáveis medidas em diferentes frequências. A amostra usada inclui ações de instituições não financeiras do mercado da bolsa brasileiro entre 2010 e 2016. Os autores concluem que o modelo é robusto explicando e predizem os rendimentos individuais das ações do mercado.
Através da Análise Multicritério com Método PROMETHEE II, José Ribamar Marques de Carvalho, Adriana F. Chim-Miki, Cibele Cristina da Silva (Universidade Federal de Campina Grande, Brasil) e Enyedja Kerlly Martins de Araujo Carvalho (Faculdade São Francisco – FASP, Brasil) analisam o comportamento empresarial sob três lógicas: financeira, de governança corporativa e de sustentabilidade. Os autores propõem resultados, indicaram um ranking de competitividade empresarial em direção à governança corporativa, e confirmaram achados anteriores relacionando o resultado financeiro, a governança corporativa e a sustentabilidade empresarial. Eles concluem validando um método que apoie a tomada de decisões dos investidores, produzindo um ranking de competitividade empresarial a partir de critérios financeiros e não financeiros.
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