A Revista de Globalização, Competitividade e Governança dá continuidade, com esta edição, à sua trajetória para cumprir com fidelidade e periodicidade o compromisso com nossos leitores e os critérios de qualidade aceitos internacionalmente e auditados por várias instituições. A GCG encontra-se indexada atualmente nas seguintes fontes: SCOPUS (Elsevier Bibliogrphic Databases. Scimago Journal Rank), nas categorias de: Business, Management and Accountingy Economics, Econometrics and Finance; EconLit (American Economic Association’s electronic bibliography); EBSCO Publishing´s databases (Business Source Complete; Business Source Premier; Business Source Elite; Fonte Acadêmica Premier; Fonte Acadêmica Plus); ABI/INFORM (ProQuest; LATINDEX; REDALYC; Google Scholar Metrics). Essa aposta na qualidade permitiu que a GCG fosse classificada como revista A (categoria mais alta) de todas as revistas espanholas de Ciências Humanas e Sociais na Web of Science e/ou SCOPUS (ISOC-CSIC).
No primeiro artigo, Victor Godeiro de Medeiros Lima e Andrea de Oliveira Gonçalves (Universidade de Brasília, Brasil) investigam a possibilidade de existência de uma descontinuidade ambiental em hospitais públicos federais de ensino devido à incorporação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). A metodologia de pesquisa foi o método das diferenças com abordagem quantitativa, analisando 51 hospitais, dos quais 9 foram excluídos. Para os autores, os resultados mostram que houve indícios de descontinuidade em duas das três variáveis dependentes, a saber, a média de internação por paciente (a 1%) e a taxa de mortalidade (a 10%).
Cleonice Witt (Universidade do Contestado, Brasil), Ilse Maria Beuren (Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil) e Nelson Hein (Universidade Regional de Blumenau, Brasil) analisam a influência do desvio e da turbulência orçamentária no resultado primário dos governos locais com dados de 230 municípios brasileiros usando modelos lineares hierárquicos. Para os autores, a turbulência orçamentária parece ter uma influência negativa sobre o resultado primário dos pequenos municípios e uma influência positiva sobre o resultado primário dos municípios médios e grandes. E a derrapagem orçamentária parece influenciar negativamente os municípios de médio porte e positivamente os municípios de pequeno e grande porte. Eles concluem que, quando ocorrem turbulências e desvios orçamentários, o resultado primário dos municípios de pequeno e médio porte é influenciado negativamente e o dos municípios de grande porte, positivamente.
Matheus de Lima Marques e Odilanei Morais dos Santos (Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil) investigam as perspectivas de professores de contabilidade brasileiros sobre o tratamento contábil das criptomoedas. De acordo com os autores, os especialistas estabeleceram um consenso moderado entre as situações examinadas para as circunstâncias em que uma entidade compra criptomoedas para si e nos casos em que uma entidade produz criptomoedas (mineração). Nessas circunstâncias, o reconhecimento inicial deve ser de um instrumento financeiro e a mensuração inicial e subsequente pelo valor justo. Esse entendimento difere da literatura predominante, que afirma que as criptomoedas não podem ser reconhecidas como instrumento financeiro. Também há divergências sobre as avaliações iniciais e subsequentes. Como resultado, a estrutura contábil regulatória precisa ser atualizada para que as criptomoedas possam ser reconhecidas, avaliadas e divulgadas de forma mais confiável.
No artigo a seguir, os autores projetam o crescimento econômico mexicano em face da SARS COV-2, usando uma função de produção Cobb-Douglas e dados anuais de 1980 a 2022. Para Eugenio Guzmán-Soria (Tecnológico Nacional de México); Samuel Rebollar-Rebollar (Universidad Autónoma del Estado de México); Juvencio Hernández-Martínez (Universidad Autónoma del Estado de México); Aníbal Terrones-Cordero (Universidad Autónoma del Estado de Hidalgo, México) e Nicolás Callejas-Juárez (Universidad Autónoma de Chihuahua. México), os resultados das elasticidades da mão de obra (0,60) e do capital (0,37) indicam que a economia mexicana tem uma relação muito próxima com sua força de trabalho. O resíduo de Solow (-10,26), que explica os fatores que favorecem o desenvolvimento econômico de uma região, derivados do progresso técnico, sendo negativo, indica, em parte, a falta de constância na formação bruta de capital no México, o que teve um impacto sobre a taxa de crescimento, mesmo quando o fator trabalho esteve em alta.
Os pesquisadores Erik Muñoz H. (Universidad de Talca, Chile), Francisco Gálvez-Gamboa (Universidad Católica del Maule, Chile) e Elmer Sánchez Dávila (Universidad Peruana de Ciencias Aplicadas, Lima, Peru) estudam a conectividade de sete mercados financeiros regionais de 2018 a 2023 por meio de um modelo TVP-VAR. O período de tempo selecionado nos permite estudar os efeitos da conectividade antes e depois de choques internacionais, como a COVID-19 e a guerra russo-ucraniana. Os resultados mostram que esses mercados são altamente conectados, mas os resultados são heterogêneos dependendo do choque internacional. Durante a pandemia da COVID-19, a incerteza global levou a uma maior interconectividade; já o conflito bélico não teve implicações significativas, mas aumentou a sensibilidade dos mercados regionais próximos ao conflito armado.
Felipe Arenas-Torres, Paz Cabrera-Vargas e Michel Zamorano-Labra (Universidad de Talca, Chile) buscam determinar o impacto da diversidade do conselho na implementação de práticas de conformidade em empresas chilenas. A pesquisa considerou 1.322 relatórios sobre Responsabilidade Social e Governança Corporativa. Os resultados indicam que o grau de adoção de práticas de conformidade é parcialmente explicado pela diversidade da composição do conselho em empresas chilenas. Os autores também concluem que no Chile há necessidade de maior preocupação por parte das autoridades na implementação de práticas para a composição dos conselhos de administração, e que o compliance é um mecanismo cada vez mais presente na governança corporativa.
Queremos, mais uma vez, agradecer a todos os que tornam possível o bom funcionamento da revista: aos membros do Conselho Consultivo, ao Conselho Editorial, Editores e Editores Associados da área, avaliadores, autores e, principalmente, aos leitores.
Editor Chefe