Destinos Indutores de Turismo Regional como Política de Governabilidade Estadual no Brasil: Análise dos Estados de Minas Gerais e Bahia a partir do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM)

Resumo

O Plano Nacional de Turismo do Brasil indica a descentralização de práticas governamentais da União para os Estados. Porém, entre os 27 estados da federação, apenas dois apresentam uma agenda política de destinos indutores, os quais são os estados de Minas Gerais e Bahia. Vários trabalhos acadêmicos relacionam turismo e desenvolvimento, mas nenhum realiza tal distinção no âmbito estadual. Assim, estabelecemos dois objetivos essenciais neste estudo: comparar o indicador socioeconômico (Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal - IFDM) entre cidades indutoras e não indutoras nos dois Estados e; analisar características e diferenças de governança da política entre eles. Ficou constatado que, destinos indutores possuem maior desenvolvimento socioeconômico; o programa do Estado de Minas é mais técnico-científico, o do Estado da Bahia é mais informativo.

PDF

Referências

ABLAS, L. (1991) “Efeitos do turismo no desenvolvimento regional”. Revista Turismo em Análise. Vol. 2, N.1, pp. 43-52.

BAHIA, Secretaria do Turismo (2015). “Zonas Turísticas: Municípios Âncora”. Disponível em: < http://www.setur.ba.gov.br/zonas-turisticas/municipios-ancora//>. Acesso em: 12 de Mar. 2015.

BARBOSA, F.F. (2005) “O Turismo Como um Fator de Desenvolvimento Local e/ou Regional”. Caminhos de Geografia – Revista on line, Minas Gerais, Vol. 10, N. 14, pp. 107-114

BENI, M.C. (1993) “Competitividade das destinações turísticas a longa distância: realidade e perspectivas de Desenvolvimento na América do Sul”. Revista Turismo em Análise. vol. 4, N. 2, pp. 94-108

BRAWELL, B. (1998) “User satisfaction and product development in urban tourism”. Tourism Management, Vol. 19, N. 1, pp. 35-47

BRAMWELL, B.; LANE, B. (2011) “Critical research on the governance of tourism and sustainability”. Journal of Sustainable Tourism. V. 19 (4-5). DOI:10.1080/09669582.2011.580586.

BRASIL. Constituição (1988). “Constituição da República Federativa do Brasil”. Brasília-DF: 1988.

CHANG, T.C. (1998) “Regionalism and tourism: exploring integral links in Singapore”. Asian Pacific Viewpoint. Vol. 39(1) , pp. 73-94, DOI: 10.1111/1467-8373.00054.

CUCCIA, T.; RIZZO, I. (2011) “Tourism seasonality in cultural destinations: Empirical evidence from Sicily”. Tourism Management. Vol. 32, N.3, pp. 589-595, DOI: 10.1016/j.tourman.2010.05.008

DREDGE; D.; JENKINS, J. (2010) “Destination place identity and regional tourism policy”. Tourism Geographies: An International Journal of Tourism Space, Place and Environment. Vol. 5(4), pp. 383-407, DOI: 10.1080/1461668032000129137.

FIRJAN (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro). (2014) “Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal Dados Consolidados 2014– Ano Base 2011” [Acesso em 03 Mar. 2015] Disponível em: www.firjan.org.br/ifdm.

FORTUNATO, R.A.; NEFFA, E. (2014) “Abordagem Complexa e Desenvolvimento Local por meio do Turismo Solidário: o caso da rede “Brasilidade Solidária””. Revista Turismo em análise. Vol. 25(1), pp. 51-74. DOI: dx.doi.org/10.11606/issn.1984-4867.v25i1p51-74.

GRENIER, A.A.; MULLER, D.K. (2011) “Polar tourism: a tool for regional development”. Québec: Presses de l'Université du Québec

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2010) “Censo 2010”. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br>. Acesso em: 04 de Mar. 2015.

KRIPPENDORF, J.; ZIRNMER,P.; GLAUBER, H. (1988) “Fuer einen andern Tourismus”. Frankfurt: Fischer Taschenbuch Verlag

MANGION, M. et al. (2012) “Measuring the effect of subsidization on tourism demand and destination competitiveness through the AIDS model: an evidence-based approach to tourism policymaking”. Tourism Economics, Vol. 18, N.6, pp. 1251-1272, DOI: http://dx.doi.org/10.5367/te.2012.0167

MINAS GERAIS, Secretaria Estadual de Turismo (2015) “Observatório do Turismo da Secretaria Estadual de Turismo”. Disponível em: <http://www.minasgerais.com.br/observatorioturismomg/>. Acesso em: 12 de Mar. 2015

MONTANARI, M.G.; GIRALDI, J.M.E.; CAMPELLO, C.A.G.B. (2013) “Un estudio sobre la relación entre la competitividad en el sector turístico y el desarrollo de los países”. Revista de Globalización, competitividad y gobernabilidad. Vol. 7 N. 2, pp. 56-67, DOI: 10.3232/GCG.2013.V7.N2.04.

MURPHY, P.E. “Tourism: A Community Approach”. London: Methuen, 1985.

OLIVEIRA, B.G.; LIBONI, L.B. CALIA, R.C. (2014) “Regiones productoras de caña de azúcar tienen mejor desarrollo socioeconômico? Un estudo utilizando el “Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM)”, Revista de Globalización, Competitividad y Gobernabilidad, vol. 8(1), pp. 107-123, DOI: 10.3232/GCG.2013.V8.N1.06

PRATT, C.; TARLOW, P. (2014) “The Cultural Tourism Product, Meeting of Cultures: Safety, Security and Planning Guidelines”, International Journal of Safety and Security in Tourism / Hospitality, vol. 11(1), pp. 28-35

RÉAU, B. (2015) “The historical social science of tourism”, Journal of Tourism History. Vol. 6(2-3), pp.210-222, DOI: 10.1080/1755182X.2015.1008058

RICHTER, L. J. RICHTER, W.L. (1985) “Policy choices in South Asian tourism development”. Annals of Tourism Research, Vol. 12, N. 2

SALAZAR, N.B. (2012) “Community-based cultural tourism: issues, threats and opportunities”, Journal of Sustainable Tourism vol. 20(1), pp. 9-22, DOI: 10.1080/09669582.2011.596279

SÁNCHEZ, J. et al. (2006) “Perceived value of the purchase of a tourism product”. Tourism Management, vol. 27, pp. 394–409

SEBRAE, Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (2014) “Índice de Competitividade do Turismo Nacional: Relatório Brasil”. Brasília-DF, 2014.

SHONE, M.C.; MEMON, P.A. (2008) “Tourism, Public Policy and Regional Development: A Turn from Neo-liberalism to the New Regionalism”. Local Economy. vol. 23, n.4, pp. 290-304, DOI: 10.1080/02690940802408011.

SILVA, J.A.S. (2006) “A Dimensão Territorial no Planejamento do Desenvolvi mento Turístico no Brasil: modelo do polo de crescimento versus modelo territorialista e endógeno”. Revista Turismo em Análise, vol. 17, n. especial, pp. 5-23

TANASE, M.O.; NICODIM, L. (2013) “Socio-cultural impacts of tourism”. In: TALABA, I. et al. (orgs) Romanian rural tourism in the context of sustainable development: present and prospects, Vatra Dornei, Romania, 23, pp.92-96

YOON, Y.; UYSAL, M. (2005) “An examination of the effects of motivation and satisfaction on destination loyalty: a structural model”. Tourism Management, vol. 26 (1), pp. 45–56

WANG, S.; CHEN, J.S. (2015) “The influence of place identity on perceived tourism impacts”. Annals of Tourism Research, Vol. 52, pp. 16-28