v. 11 n. 1 (2017): JANEIRO-APRIL
JANEIRO-APRIL

Com este número a Revista de Globalização, Competitividade e Governabilidade inicia o décimo primeiro volume cumprindo fielmente a periodicidade para com nossos leitores e com os critérios de qualidade, internacionalmente aceitos auditorados por diversas instituições. GCG continua com a tendência altista em seu impacto acadêmico. SCOPUS (Elsevier Bibliographic Databases. Scimago Journal Rank 2015, SJR), sendo seu índice de impacto: 0,159 Q3 nas Category: Business, Management and Accounting (posição 177 de 285) e Economics, Econometrics and Finance (posição 170 de 269). Esta aposta pela qualidade permitiu que GCG esteja categorizada como revista A e ocupe a posição 56 das 233 (7/26 das revistas de Economia e Empresa) de todas as revistas espanholas de ciências humanas e sociais em Web of Science e/ou SCOPUS (ISOC-CSIC) e que atualmente ocupe a posição 24 de 87 revistas espanholas da área de “economia e empresa” e a posição 7 das 49 revistas na área de “Ciência política e da administração” segundo o Índice H das Revistas Cientistas Espanholas segundo Google Scholar Metrics, 2011-2015. Animamos os autores a enviar artigos, que cumprindo os requisitos exigidos, permitam que os diretores e empresários achem resposta a suas reflexões, inquietudes e problemas.

No primeiro artigo Milagros Vivel-Búa (Universidade de Santiago de Compostela, Espanha) e Rubén Lado-Sestayo (Universidade da Corunha, Espanha) analisam o nível de exposição econômica ao tipo de mudança e seus determinantes no mercado espanhol, considerando seis divisas de referência com respeito ao euro: o dólar norte-americano, o iuane chinês, o franco suíço, a libra esterlina, a coroa norueguesa e o rublo russo. Isso é relevante porque a volatilidade cambial pode ter um impacto direto sobre as operações da empresa no curto prazo e, em um horizonte temporário maior, sobre seu valor. Os autores concluem que a maioria de empresas analisadas têm um perfil exportador em sua exposição econômica, isto é, beneficiam-se de depreciações do euro frente a outras divisas, especialmente a libra esterlina. Pelo contrário, com respeito ao franco suíço, predominam os importadores líquidos. Também, seus determinantes diferem entre exportadores e importadores, se bem, em ambos os casos, a diversificação geográfica age como cobertura operativa.

O objetivo do seguinte trabalho é medir o impacto dos fatores determinantes da síndrome holandesa ou doença holandesa no déficit da balança comercial mexicana sem petróleo e sem fábricas. Eugenio Guzmán-Soria, María Teresa de la Garza-Carranza (Instituto Tecnológico de Celaya, México), José Alberto García-Salazar (Colégio de Posgraduados-Campus Montecillo, México), Juvencio Hernández-Martínez e Samuel Rebollar-Rebollar (Universidade Autônoma do Estado do México) utilizam um modelo de regressão multifatorial e informação estatística anual de 1993 a 2015. Os resultados indicam que o déficit da balança comercial mexicana sem petróleo e fábricas mantêm uma relação inversa com: a balança de fábricas, o superávit da balança petroleira, as remessas de migrantes e o diferencial entre o tipo de mudança real e nominal e uma relação positiva com o investimento estrangeiro direto.

Carmen Astrid Romero (Universidade Sergio Arboleda, Colômbia) estuda se uma política fiscal ativa afetou em forma positiva o investimento bruto privado e o PIB real para a Colômbia no período 1905-1960. Para isso recorre à teoria econômica com duas opções interpretativas sobre esta relação. Na primeira delas, o investimento público é complementar ao investimento privada e na segunda opção espera-se achar multiplicadores do gasto público positivos e persistentes. Para a primeira opção, a autora achou que há efeito complementaridade entre investimento público e privado, quando é investimento em obras públicas e desenvolvimento das comunicações no curto prazo durante os anos do estudo. No segundo caso achou-se evidência para afirmar que os efeitos da política fiscal sobre a atividade econômica, medidos através de multiplicadores acumulados do gasto público, são positivos, persistentes e pequenos no ano contemporâneo para depois chegar à unidade no meio prazo. O setor com maior efeito multiplicador do gasto público sobre o PIB real é obras públicas.

A partir de uma pesquisa realizada a uma amostra de empresas espanholas que realizam Investimento Direto no Exterior (IDE) Esther Ortiz-Martínez e Salvador Marín-Hernández (Universidade de Murcia, Espanha) se expõem se existe relação entre o conteúdo e forma de comunicar informação não financeira, seu grau de internacionalização e a região de destino em que se realiza IDE (África, América, Ásia e Europa). Obtendo, como conclusões principais, que existe uma relação significativa entre o grau de internacionalização da empresa e a modalidade de publicar sua informação não financeira, assim como entre a publicação desta informação e a principal região de destino de seu investimento.

O seguinte artigo tem como objetivo analisar a satisfação dos clientes de marcas próprias fruto da experiência, a confiança e o compromisso da marca. Esta lealdade pode favorecer, da perspectiva do Marketing Relacional, a aceitação da marca. Allan Carlos Alves, Angela Maria Cavalcanti Ramalho, Sandra Sereide Ferreira da Silva, Ricardo Ferreira Dantas, Cidoval Morais de Sousa (Universidade Estadual da Paraíba - UEPB, Brasil) analisam o dito comportamento, mediante um estudo transversal, em supermercados da cidade de Campina Grande, Paraíba. De acordo com os resultados, os autores concluem que uma gestão adequada dos produtos de marca própria pode favorecer a aceitação dos mesmos. A experiência na compra de produtos de marca própria corrobora a maturidade do cliente.

Finalizamos o número com um artigo Bruno Fischer (University of Campinas, Brazil) e Jorge Tello-Gamarra (Universidade Federal do Rio Grande, Brazil) em que analisam se as condições institucionais afetam significativamente o rendimento do gasto em pesquisa e desenvolvimento em sistemas de inovação relativamente atrasados. Os autores analisam em 51 países em desenvolvimento durante o período 1980-2008, i) a produtividade do trabalho e ii) a geração de patentes. Utilizam-se três medidas diferentes de qualidade institucional: o controle da corrupção, a predominância de sistemas democráticos e os direitos políticos. Os resultados empíricos proporcionam evidência em favor da proposição de que a qualidade institucional é um fator importante na eficiência dos recursos aplicados com vistas à inovação. Para os autores estes achados põem de manifesto a necessidade de melhoras nos quadros institucionais nos países em desenvolvimento para que haja evolução na relação entre o desempenho inovador e gastos em P+D nestes países.

De novo queremos agradecer todos aqueles que fazem possível o bom funcionamento da revista: membros do Conselho Consultivo, Conselho Editorial, editores e editores associados de área, avaliadores, autores, e sobretudo dos leitores

Artículos

Eugenio Guzmán Soria, María Teresa de la Garza Carranza, José Alberto García Salazar, Samuel Rebollar Rebollar, Juvencio Hernández Martínez
DETERMINANTES DA DOENÇA HOLANDESA NA ECONOMIA MEXICANA
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MULTINACIONALES, INVERSIÓN Y FINANZAS

Milagros Vivel-Búa, Rubén Lado-Sestayo
ANÁLISE DA EXPOSIÇÃO ECONÓMICA AO RISCO DE MOEDA NO MERCADO ESPANHOL
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SISTEMAS DE GOBIERNO Y GOBERNABILIDAD

carmen astrid romero baquero
GASTO PÚBLICO DURANTE O PERIODO DE INDUSTRIALIZAÇÃO NA COLÔMBIA
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COMPETITIVIDAD LOCAL Y GLOBAL, Y PRODUCTIVIDAD E INNOVACIÓN TECNOLÓGICA

Allan Carlos Alves, Cidoval Morais de Sousa, Ângela Maria Cavalcanti Ramalho, Sandra Sereide Ferreira da Silva, Ricardo Ferreira Dantas
O MARKETING DE RELACIONAMENTO E AS RELAÇÕES ENTRE EXPERIÊNCIA, SATISFAÇÃO, CONFIANÇA E COMPROMISSO, FAVORECEM A LEALDADE DE MARCAS PRÓPRIAS EM SUPERMERCADOS
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Bruno Fischer, Jorge Tello-Gamarra
EFEITOS DA QUALIDADE INSTITUCIONAL NA EFICIÊNCIA DOS SISTEMAS DE INOVAÇÃO DE PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO
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RESPONSABILIDAD SOCIAL CORPORATIVA: INNOVACIÓN SOCIAL Y CREACIÓN DE EMPRESAS

Esther Ortiz-Martínez, Salvador Marín Hernández
COMUNICAÇÃO NÃO FINANCEIRA INFORMAÇÃO E IDE POR REGIÕES
PDF (Espanhol)