v. 5 n. 3 (2011)
Sobre este número
Carta do Editor Chefe

O primeiro artigo do presente número da Revista de Globalização, Competitividade e Governabilidade analisa as relações que existem entre o estado brasileiro e os mercados financeiros. Os professores Finbarr Murphy e Martin Mullis da Kemmy Business School, University of Limerick, na Irlanda comprovam se os participantes nos mercados de valores investem no Brasil tendo em conta as características de uma nação desenvolvida que tem uma posição de liderança regional. Os dados apresentados examinam dois períodos, 1990-1995 e 2005-2010 e demonstra que a atitude para o Brasil, nos mercados de renda variável, viu-se consideravelmente alterada no período de intervenção. Os autores, utilizando a análise de co-integração, demonstram empiricamente a "normalização" do Brasil e uma aceitação implícita do seu papel de liderança.

Para determinar os factores que afectam a procura internacional do turismo no México, os professores Eugenio Guzmán Soria, Samuel Rebollar Rebollar, Juvencio Hernández Martínez, María Teresa de la Garza Carranza, e José Alberto García Salazar (Instituto Tecnológico de Celaya; Universidade Autónoma do Estado do México e Colégio de Pós-graduações de Chapingo, no México), utilizam um modelo auto-regressivo duplo logarítmico com variáveis independentes qualitativas e com informação estatística anual no período de 1980 a 2009. Os resultados mostram que o turismo no México responde inelásticamente às mudanças do custo de vida no país e que mantém uma relação directa com o comportamento da actividade económica dos Estados Unidos e do Canadá e, também, está relacionado com o efeito de promoção que leve a cabo o turista que visitou o México no período anterior.

Os professores Feliz J. López Iturriaga e Emilio J. López Millán (Universidade de Valladolid, na Espanha) analisam a influência da protecção legal dos investidores e a estrutura de propriedade no investimento corporativo em I+D. Partindo de dados de 1.091 empresas de dezanove países, os autores manifestam que um quadro legal que proteja os direitos dos investidores fomenta o gasto corporativo em I+D. Retirando os obstáculos institucionais, os factores financeiros tornam-se mais eficazes para a criação de I+D. A concentração da propriedade actua como substituto da protecção legal, influenciando positivamente a I+D dos países com pior ambiente institucional.
No seguinte artigo, as professoras Inés Küester-Boluda (Universidade de Valência, Espanha) e María Elena Avilés-Valenzuela (Centros de Estudos Superiores do Estado de Sonora; México) analisam a relação entre os tipos de liderança e a orientação ao mercado no âmbito universitário assim como a repercussão desta relação na satisfação laboral do docente universitário num país em desenvolvimento. Para o efeito seleccionou-se o Centro de Estudos Superiores do Estado de Sonora (México), contando com uma amostra de 219 docentes universitários. Os resultados demonstram que os tipos de liderança instrumental e compassiva têm uma relação directa e positiva com a orientação ao mercado; no entanto, embora a liderança participativa tenha uma relação positiva esta não é significativa. Além do mais, confirma-se que existe uma relação directa e positiva entre a orientação ao mercado do professor e a sua satisfação laboral.

A importância do desenvolvimento de novos produtos para continuar a ser competitivos, assim como da sua qualidade como fonte de vantagem competitiva é inquestionável. O que está em dúvida, no entanto, é a prática tradicional da organização e execução do processo de desenvolvimento. A professora Beatriz Minguela (Universidade Complutense de Madrid, Espanha) analisa o impacto de uma prática, a engenharia simultânea, (através dos seus princípios fundamentais), no aumento da qualidade dos novos produtos. Os resultados parecem indicar que a engenharia simultânea pode influenciar o aumento da qualidade dos novos produtos. A implicação precoce é o princípio básico da engenharia simultânea, que não tem nenhum efeito sobre a qualidade do novo produto, e, o uso de equipas multifuncionais tem o maior efeito sobre esta variável que representa o sucesso de um novo produto.

Os Estados Unidos são o principal consumidor de morango do mundo, e, para satisfazer a sua procura também importa grandes quantidades. Segundo Daniel Hernández Soto, Teresa de la Garza Carranza, Eugenio Guzmán Soria (Instituto Tecnológico de Celaya. México) o morango mexicano representou, em 2009, 99.30% do total importado pelos EUA; enquanto que entre 1989 e 2009, a sua taxa de crescimento médio anual foi de 9.81%. De acordo com a flexibilidade do preço calculada, os autores mostram que ante um incremento de 30% na quantidade exportada para os EUA. num ano, o preço diminuiria 2.4715 % a curto prazo. O modelo de simulação proposto demonstra que a Relação Lucro/Custo, para o produtor dos Estados de Michoacán, da Baixa Califórnia e de Guanajuato seriam maiores que 1 (1.42, 1.36 e 1.12 respectivamente); quer isto dizer que continua a ser rentável para os produtores de morango dos três Estados um aumento de 30% na quantidade exportada para os EUA.

A globalização pode modificar substancialmente as condições em que se desenvolve a política fiscal. Em conjunto com o aprofundamento da liberalização comercial, os Governos e os outros agentes económicos têm acesso agora a um enorme volume de fundos para empréstimos, o correspondente aos mercados internacionais de capitais; em contrapartida, estas mesmas condições são favoráveis ao crescimento tendencial da dívida pública. Neste contexto, o professor Juan Antonio Cerón Cruz (Universidade Carlos III de Madrid, Espanha) trata de responder à seguinte incógnita: é mais ou menos eficaz a política fiscal na sua função de gestão da procura agregada?

Com o objectivo de fomentar a realização de reformas institucionais que promovam um desenvolvimento económico equitativo e sustentável nos países receptores de ajuda, estão a surgir múltiplas ferramentas de medição da qualidade das instituições públicas nos últimos anos. No último artigo, o professor Pablo Bandeira Greño (Universidade CEU San Pablo, Espanha) descreve, analisa e classifica estas ferramentas indicando os possíveis usos que podem ter para os diferentes agentes de cooperação internacional.

Uma vez mais gostaríamos de agradecer a todos aqueles que tornam possível o bom funcionamento da revista: membros do Conselho Consultivo, Conselho Editorial, Editores e Editores Associados de área, avaliadores, autores e sobretudo os leitores. 

COMPETITIVIDAD LOCAL Y GLOBAL, Y PRODUCTIVIDAD E INNOVACIÓN TECNOLÓGICA

Eugenio Guzmán Soria, Samuel Rebollar Rebollar, José Alberto García Salazar, María Teresa de la Garza Carranza, Juvencio Hernández Martínez
FACTORES DETERMINANTES DA PROCURA INTERNACIONAL DO TURISMO NO MÉXICO .
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Felix López Iturriaga, Emilio José López Millán
Pode o meio institucional fomentar o investimento em I+D? Uma análise internacional .
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Ines Küster Boluda, María Elena Avilés-Valenzuela
O ESTILO DE LIDERANÇA E A ORIENTAÇÃO AO MERCADO: A SUA REPERCUSSÃO NA SATISFAÇÃO LABORAL DO DOCENTE UNIVERSITÁRIO .
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Daniel Hernández Soto, Eugenio Guzmán Soria, María Teresa De la Garza Carranza
Competitividade do Morango Mexicano de Exportação para os EUA: Um Modelo de Equilíbrio Parcial .
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BENCHMARKING Y CALIDAD; ELEMENTOS MICRO Y PROCESOS INDUSTRIALES, ELEMENTOS MACRO E INFRAESTRUCTURA

Beatriz Minguela-Rata
INOVAÇÃO EM PRODUTO: UM ESTUDO EMPÍRICO DO IMPACTO DA ENGENHARIA SIMULTÂNEA SOBRE A QUALIDADE DO NOVO PRODUTO.
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