Resumo
Quando os países asiáticos intensificam os seus esforços para se tornarem atractivos para os grandes investidores e os paraísos do Médio Oriente se transformam em oásis férteis para que o dinheiro cresça, os velhos preconceitos sobre a proximidade cultural entre a Espanha e a América Latina oscilam. Parece natural que o canto espanhol da Europa concentre os seus esforços em atrair investimentos dos seus irmãos de idioma do outro lado do Atlântico mas, é esse o alvo certo? O Investimento Estrangeiro Directo (IED) é vital para o desenvolvimento dos países receptores, o que conduz o tema para um lugar elevado na agenda de prioridades em política económica para a maioria das nações. Por isso existem tantos estudos sobre as variáveis que favorecem a captação e retenção destes investimentos. Contudo, apenas se tem prestado atenção à maneira de avaliar o "atractivo" dos países investidores para determinar até que ponto vale a pena o esforço de os atrair, uma perspectiva necessária dado o compromisso de recursos no longo prazo requerido pelo desenvolvimento de acções promocionais dos países receptores.Como deve, então, ser avaliado o atractivo dos países susceptíveis de fazer Investimento Estrangeiro Directo (IED)? Este trabalho procura uma resposta válida à pergunta através do estudo dos três países latino-americanos com maior investimento em Espanha: Brasil, México e Chile. Com a validação qualitativa desta nova perspectiva pode-se determinar se é conveniente considerar estes países como fontes potenciais de IED ou se, pelo contrário, se devem procurar novos sócios. Os resultados sugerem que a metodologia utilizada neste artigo também é válida para avaliar o interesse de outros países emissores de IED.