Resumo
Advogamos neste relatório que a relação entre os Estados de mercado emergente, neste caso o Brasil, e os mercados financeiros está a mudar devido a desenvolvimentos na área da gestão do risco financeiro. O uso de permutas de incumprimento de crédito assegurou que o risco de incumprimento da dívida de soberania brasileira é partilhado por grande número de participantes no mercado. Isto significa que o Estado brasileiro já não é confrontado com um grupo homogéneo de investidores capaz de uma acção concertada. O risco político continua presente nos spreads oferecido por um emissor de dívida de soberania como o Brasil, mas a diluição da relação entre os mercados de dívida e os investidores implica que, no futuro, a crise financeira pode ser menos provável.