No primeiro artigo, Andrea Hurtado e Carlos Hernan Gonzalez-Crespo, da Universidade del Valle (Colômbia), propõem um indicador para medir o nível da capacidade de absorção do conhecimento na Colômbia, sobre a base de uma revisão teórica do conceito e os diferentes tipo de medidas empiricamente validadas. Os autores apresentam uma definição da capacidade de absorção e as suas dimensões, a qual é validada usando o indicador proposto como uma combinação linear destas dimensões. As estimativas realizaram-se utilizando os dados do Inquérito de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica (EDIT - Encuesta de Desarrollo e Innovación Tecnológica) para o setor do fabrico e para o setor de serviços na Colômbia. Os autores concluem que, em geral, ambos os setores têm baixos níveis de capacidade de absorção, com exceções notáveis nos subsetores do fabrico de produtos químicos, dos eletrodomésticos, da educação superior e dos centros de investigação e desenvolvimento.
Isaac Gezer e Sâmela Pedrada Cardoso do Instituto Federal do Espírito Santo (Brasil) analisam a relação entre o desenvolvimento económico e social e o nível de atividade empreendedora no mundo. Os autores analisam 65 países utilizando dados do GEM, Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional. Segundo os autores, os resultados confirmaram as hipóteses expostas na investigação, que mostram que a taxa total da iniciativa empresarial está inversamente relacionada com os indicadores de desenvolvimento económico, sociais e a competitividade de um país. No entanto, quando verificam a oportunidade de empreendimento, os resultados demonstram uma forte relação positiva com o nível de desenvolvimento dos países, o que sugere que as oportunidades de empreendimento impulsionam a inovação empresarial e, em consequência, o crescimento económico.
No seguinte artigo, Sandra Mara Iesbik Valmorbida, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (Brasil), Sandra Rolim Ensslin e Leonardo Ensslin, da Universidade Federal de Santa Catarina (Brasil), e Vicente Mateo Ripoll-Feliu, da Universidade de Valença (Espanha), propõem a construção de um modelo de avaliação do desempenho, através da MCDA-C para apoiar a gestão e tomada de decisões numa universidade pública brasileira. Entre as principais conclusões desta investigação exploratória, os autores identificaram 129 aspetos agrupados nas 8 áreas e demonstram como o modelo construído serve como uma ferramenta de gestão para que o administrador possa estabelecer novas estratégias de ação para melhorar o rendimento.
O Plano Nacional de Turismo do Brasil faz menção à descentralização das práticas governamentais da União aos Estados. No entanto, entre os 27 estados da federação, só dois têm uma agenda política de indutor de destino: os estados de Minas Gerais e da Baía. Apesar de vários trabalhos académicos relacionarem o turismo com o desenvolvimento, segundo Giuliano Alves Borges e Silva, João Luiz Passador, Claudia Souza Passador e Jorge Luis Sánchez Arévalo, da Universidade de São Paulo – FEARP (Brasil), não se realizaram por estados. Os autores estabelecem dois objetivos para a investigação: comparar o indicador socioeconómico (Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal - IFDM) entre as cidades indutoras e as não indutoras, nos dois estados, e analisar as caraterísticas e diferenças de governo político entre eles. Concluem que os destinos indutores têm um maior desenvolvimento socioeconómico e que o programa do Estado de Minas é mais técnico-científico e que o do Estado da Baía é mais informativo.
Ana Claudia Echazarreta-Cousté, do Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey (México), e Joaquín Flores-Méndez, do Instituto Nacional Eleitoral (México), apresentam os resultados da aplicação de um questionário estatisticamente validado que mede um aspeto das competências do pessoal não gerencial: o seu nível de conhecimento sobre as razões do “enverdecimento” organizacional. A amostra compõe-se de 576 trabalhadores. Segundo os autores, as conclusões podem ser utilizadas para desenvolver planos participativos, enfocados a corrigir as perceções dos colaboradores sobre os motivos citados, ampliar as suas competências e aumentar as suas condutas verdes. Também sugerem como razão do ecologismo empresarial o conhecimento que possui o empregado sobre as condutas pró-ambientais privadas.
Para Antonio Gonçalves de Oliveira, Anderson Catapan e Iván Carlos Vicentín da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (Brasil), a apatia política está presente na sociedade brasileira, a qual participa ativamente nas decisões políticas do estado, aumentada ainda mais porque os políticos não reconhecem a importância da política como uma ferramenta para o desenvolvimento social desse Estado. O seguinte artigo tem como objetivo trazer à luz a discussão desta apatia e a justificação da sua motivação. Como resultado, os autores justificam a apatia latente e a perceção/opinião negativa da sociedade, relativamente à atividade política, facto corroborado pelos altos índices de abstenção e branco/votos nulos registados nas eleições brasileiras.
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