No primeiro artigo, os professores Elena Fernández-Rodríguez e Antonio Martínez-Arias (Universidade de Oviedo, Espanha) analisam os fatores condicionantes para que uma empresa apresente Bases Tributárias Negativas (BINs em espanhol). Com essa finalidade, a pesquisa utiliza dados relativos a 119 empresas listadas na Espanha durante 2004-2011, quatro anos antes e alguns anos após a crise econômica, aplicando um modelo logit para dados em painel. Os resultados indicam que, desde o início da crise, o número de empresas que geram BINs aumentou consideravelmente. Para os autores, as estimativas constatam que a presença de BINs depende da manipulação contábil, da existência de perdas contábeis, de que a entidade se encontre em situação de dissolução, do histórico de perdas tributárias, do imobilizado, da rentabilidade, das diferenças entre Contabilidade e Tributação e da compensação de BINs de exercícios anteriores.
Willmer Guevara Ramírez (Universidade Tecnológica do Chile, INACAP Chile) e Cristian Morales Letzkus (Universidade Católica do Norte, Chile) analisam a evolução da competitividade para os principais produtos exportados pelo Chile e Peru para seus principais mercados, no período 2007-2016, por meio dos indicadores de especialização e competitividade utilizando a metodologia “Competitive Analysis of Nations” (CAN). De acordo com os autores, as categorias mais importantes nas quais o Chile e o Peru competem são os minérios de cobre, cobre refinado, ouro, minérios de ferro e uvas, representando aproximadamente 50% das exportações para ambos os países. Concluem que o Chile ganhou competitividade nas categorias de minérios de ferro na China e que o Peru apresenta melhor competitividade em cobre refinado, minérios de cobre e uvas.
A pesquisa realizada por Anna Camila Lima e Silva, Fernanda Cristina Barbosa Pereira Queiroz, Jamerson Viegas Queiroz, Fabrícia Gonçalves Carvalho, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, (Brasil) e Eduardo Lopes Marques (Universidade Federal de Viçosa, Brasil) tem por objetivo identificar a relação entre as variáveis que favorecem o desempenho organizacional das startups brasileiras vinculadas à Associação Brasileira de Startups (ABStartup). Utilizando um Modelo de Equações Estruturais, os autores identificaram que a orientação para o mercado, apesar de ser importante para as startups, não influi no desempenho organizacional. No entanto, influi positivamente na capacidade inovadora do produto. Além disso, observaram que existe uma relação positiva entre a capacidade inovadora do produto e o desempenho organizacional.
A combinação das vantagens competitivas específicas de uma indústria com as vantagens comparativas de uma nação gera um contexto propício para o desenvolvimento. Adriana Fumi Chim-Miki (Universidade Federal de Campina Grande, Brasil) e Thays Cristina Domareski-Ruiz (Universidade Federal do Paraná, Brasil) analisam os fatores do ambiente de negócios considerando o impacto da conjuntura macroeconômica no setor turístico. Uma análise de regressão verificou o nível de significatividade de 14 variáveis sobre o Pilar 1 do Travel & Tourism Competitiveness Index (TTCI) em uma amostragem de 126 países utilizando a etapa de desenvolvimento econômico do país como variável de controle. Os resultados indicam que os principais impedimentos de um ambiente de negócios competitivo estão relacionados a exigências administrativas, burocracia, processos de licitação e corrupção.
No artigo seguinte, José Satsumi López-Morales (Instituto Tecnológico de Veracruz, México) e Karla María Nava-Aguirre (Universidade de Monterrey, México) analisam o processo de internacionalização de uma empresa estatal, especificamente o caso da Petróleos Mexicanos (PEMEX) no México utilizando o Modelo de Uppsala. Para os autores, os resultados confirmam que a PEMEX utilizou um modelo de internacionalização gradual e sequencial para ganhar experiência por meio de exportações, da abertura de escritórios e sucursais no exterior, da criação de filiais e alianças estratégicas. Os autores concluem que o conhecimento é adquirido pela experiência na primeira etapa de internacionalização e que esse conhecimento pode ser adquirido no ambiente externo por meio de algumas redes e relações de negócios.
O desempenho logístico é um dos fatores-chave no comércio internacional, uma vez que as economias com um maior nível de desenvolvimento logístico crescem mais rápido. No último artigo desta edição, Beatriz López-Bermúdez, María Jesús Freire Seoane, e Ignacio de la Peña Zarzuelo (Universidade da Coruña, Espanha) analisam os portos da costa oeste da América Latina (2008 a 2017) propondo dois objetivos: por um lado, identificar se existem fatores exógenos que podem influir na produção e, por outro, determinar quais fatores interferem para que um determinado porto seja mais ou menos eficiente, e quantificar o nível de eficiência técnica nos portos utilizando a metodologia de análise de fronteira estocástica com dados em painel.
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