v. 17 n. 1 (2023): JANEIRO-APRIL
JANEIRO-APRIL

A Revista de Globalização, Competitividade e Governança dá continuidade, com esta edição, à sua trajetória para cumprir com fidelidade e periodicidade o compromisso com nossos leitores e os critérios de qualidade aceitos internacionalmente e auditados por várias instituições. A GCG encontra-se indexada atualmente nas seguintes fontes: SCOPUS (Elsevier Bibliogrphic Databases. Scimago Journal Rank), nas categorias de: Business, Management and Accountingy Economics, Econometrics and Finance; EconLit (American Economic Association’s electronic bibliography); EBSCO Publishing´s databases (Business Source Complete; Business Source Premier; Business Source Elite; Fonte Acadêmica Premier; Fonte Acadêmica Plus); ABI/INFORM (ProQuest; LATINDEX; REDALYC; Google Scholar Metrics). Essa aposta na qualidade permitiu que a GCG fosse classificada como revista A (categoria mais alta) de todas as revistas espanholas de Ciências Humanas e Sociais na Web of Science e/ou SCOPUS (ISOC-CSIC).

No primeiro artigo Anderson Betti Frare, Ilse Maria Beuren, e Jordan Williams Neves Cipriano (Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC, Brasil) procuram analisar o papel facilitador do uso das informações gerenciais entre o cuidado organizacional com a transformação digital e a agilidade do mercado. Uma amostra de empresas iniciantes brasileiras foi investigada através de uma pesquisa. Os dados foram analisados utilizando modelagem de equações estruturais e análise comparativa qualitativa de conjunto difuso. Os resultados revelam um efeito indireto do cuidado organizacional para com a transformação digital na agilidade do mercado, totalmente mediado pelo uso de informações gerenciais. Os autores concluem que para a alta (baixa) agilidade do mercado, a presença (ausência) de uma atenção organizacional para a transformação digital e o uso de informações gerenciais é fundamental.

As pequenas empresas são responsáveis pela quase totalidade do tecido empresarial espanhol e internacional. Embora estes agentes sejam essenciais para a criação de empregos, eles também são os que mais sofrem com a instabilidade do contexto econômico, em parte devido à alfabetização financeira moderada de seus gerentes. Sara Fernández-López, Marcos Álvarez-Espiño e Lucía Rey-Ares (Universidade de Santiago de Compostela, Espanha) diagnosticam o nível de alfabetização financeira de seus proprietários/gerentes, através do desenho de diferentes agrupamentos de natureza singular. Por sua vez, estes níveis estão relacionados com as características sócio-demográficas dos respondentes. Os resultados mostram aqueles conhecimentos financeiros, atitudes e comportamentos que podem ser fortalecidos nos empreendedores.

O objetivo do documento a seguir é analisar a relação entre dimensões culturais e concentração bancária, uma vez que a cultura como programação coletiva de uma sociedade tem o poder de influenciar a tomada de decisões. Para realizar este trabalho, as dimensões culturais de Hofstede - distanciamento do poder, evitar incertezas, individualismo versus coletivismo, masculinidade versus feminilidade, orientação de longo prazo versus orientação de curto prazo, e indulgência versus restrição - foram utilizadas como variável cultural, e a porcentagem de propriedade dos três maiores bancos dos países foi utilizada como variável de concentração bancária. Para Jakeline Patrícia Santos e Danielle Montenegro Salamone Nunes (Universidade de Brasília - UnB, Brasil) os resultados mostram que os países que tendem a ser mais restritivos e distantes do poder têm menos concentração bancária e que os grandes bancos têm uma cultura corporativa extremamente forte, sobrepondo-se à influência da cultura local.

Paulo Vitor Souza de Souza, Henrique Carvalho Bezerra Morais e João Gabriel dos Santos Braga (Universidade Federal do Pará UFPA, Brasil) tentam verificar se existe uma diferença significativa na atualidade dos relatórios financeiros corporativos em relação ao nível de governança corporativa e ao início da pandemia utilizando o teste não paramétrico Wilcoxon rank sum, devido à ausência de normalidade. Os resultados indicaram que as empresas: começaram a publicar relatórios mais oportunos após o início da pandemia; em diferentes níveis de governança, forneceram relatórios mais oportunos; com um nível diferencial de governança durante a pandemia forneceu relatórios mais oportunos. Os autores concluem que não houve mudança no timing das empresas listadas em níveis tradicionais de governança em comparação com antes e depois do início da pandemia.

O artigo seguinte visa verificar as mudanças no sentimento de medo da COVID-19 e nas relações de consumo, comparando os resultados desta pesquisa com os de outras realizadas no início da Pandemia. Para Edgard Monforte Merlo, Janaina de Moura Engracia Giraldi (Universidade de São Paulo, Brasil) e Matheus Berto (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais, Brasil) os resultados mostraram um aumento nas compras em lojas virtuais e mercados locais, mas nenhuma evidência de alimentos e produtos do dia-a-dia, ao contrário da literatura. Também foram encontradas diferenças comportamentais entre os entrevistados até 38 anos de idade (entre os quais havia uma forte percepção do medo e nervosismo intenso com notícias relacionadas à COVID-19) e os participantes mais velhos (entre os quais havia desconforto com a pandemia, mas uma baixa sensação de medo). Eles concluem que os resultados refletem não apenas a mudança de comportamento provocada pelo medo da COVID-19, mas também a mudança desses hábitos em um cenário mais otimista e mais próximo da pré-pandemia.

Para Juan Rivera-Mata (University of Maryland Global campus, USA), as diferenças econômicas de gênero persistem e, de acordo com a teoria do patriarcado, o poder político das mulheres trará igualdade econômica. Para estudar isto, ele analisa a Global Gender Gap na Espanha e em Portugal (2006-2022). A autora conclui que as mulheres ministras ou parlamentares não se correlacionam com igualdade econômica, participação da força de trabalho, remuneração igual para homens e mulheres ou renda igual. Além disso, a teoria do patriarcado não parece ser útil para reduzir a desigualdade econômica. Eles não encontram diferenças significativas entre os governos PSOE e PP, nem uma correlação positiva de igualdade econômica com o PIB ou a competitividade. Por todas essas razões, eles recomendam a medição do poder e não da paridade, políticas de redistribuição fiscal e a promoção do intercâmbio entre os gêneros em papéis sociais de provisão e cuidado.

Queremos, mais uma vez, agradecer a todos os que tornam possível o bom funcionamento da revista: aos membros do Conselho Consultivo, ao Conselho Editorial, Editores e Editores Associados da área, avaliadores, autores e, principalmente, aos leitores.

COMPETITIVIDAD LOCAL Y GLOBAL, Y PRODUCTIVIDAD E INNOVACIÓN TECNOLÓGICA

Anderson Betti Frare, Ilse Maria Beuren, Jordan Williams Neves Cipriano
MINDFULNESS ORGANIZACIONAL EM DIREÇÃO À TRANSFORMAÇÃO DIGITAL E AGILIDADE DE MERCADO: INTERVENIÊNCIA DO USO DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS
PDF

Artículos

Edgard Merlo, Janaina de Moura Engracia Giraldi, Matheus Berto
RELAÇÃO ENTRE O CONSUMO E O MEDO DA COVID-19 NA PERSPECTIVA DO BRASIL PÓS-VACINAÇÃO
PDF (Inglês)

MULTINACIONALES, INVERSIÓN Y FINANZAS

Sara Fernández-López, Marcos Álvarez Espiño, Lucía Rey-Ares
LITERACIA FINANCEIRA E AS CARACTERÍSTICAS SOCIODEMOGRÁFICAS DO EMPREENDEDOR: UMA ANÁLISE DE PEQUENAS EMPRESAS ESPANHOLAS
PDF (Espanhol)
JAKELINE PATRÍCIA SANTOS, Danielle Montenegro Salamone Nunes
THE A INFLUÊNCIA DAS DIMENSÕES CULTURAIS NA CONCENTRAÇÃO BANCÁRIA DOS PAÍSES
PDF

EMPRESA, DERECHO E INSTITUCIONES

Paulo Vitor Souza de Souza, Henrique Carvalho Bezerra Morais, João Gabriel dos Santos Braga
EFEITOS DA PANDEMIA E GOVERNANÇA NA TEMPESTIVIDADE DOS RELATÓRIOS FINANCEIROS DE COMPANHIAS ABERTAS BRASILEIRAS
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