Com este número, a Revista de Globalização, Competitividade e Governabilidade continua sua trajetória, cumprindo fielmente a periodicidade com nossos leitores e os critérios de qualidade internacionalmente aceitos, auditados por diversas instituições. Atualmente, a GCG está indexada em: SCOPUS (Elsevier Bibliographic Databases. Scimago Journal Rank), nas categorias Business, Management and Accounting e Economics, Econometrics and Finance; EconLit (bibliografia eletrônica da American Economic Association); bases de dados da EBSCO Publishing (Business Source Complete; Business Source Premier; Business Source Elite; Fuente Académica Premier; Fuente Académica Plus); ABI/INFORM (ProQuest); LATINDEX; REDALYC; e Google Scholar Metrics.
O primeiro artigo analisa o nível de cumprimento das práticas de governança corporativa relacionadas à gestão de riscos e ao desempenho financeiro, utilizando técnicas de Ciência de Dados (Machine Learning) em empresas chilenas. A metodologia utilizada abrange as fases do processo de descoberta de conhecimento em bases de dados. Joseline J. Sepúlveda-Araya, Valeria A. Orostiga-Lazo, Armin Herrera, Cristian A. Martinez e Ricardo J. Barrientos (Universidad Católica del Maule, Chile) obtiveram modelos baseados em Aprendizado Supervisionado e Não Supervisionado, que permitiram caracterizar e, em seguida, prever com alto nível de precisão o grau de cumprimento das práticas. Além disso, identificam um agrupamento de empresas com diferentes características quanto ao nível de cumprimento e ao desempenho financeiro.
A educação financeira vem sendo incorporada em diversos sistemas educacionais devido aos benefícios que oferece às economias na criação de empreendimentos virtuosos. No entanto, evidenciam-se lacunas de gênero entre os potenciais empreendedores. Por isso, Guillermo Andrés Zapata-Huamaní e Stephany Ximena Vilca-Rugel (Universidad del Pacífico, Peru) analisam o papel da educação financeira na relação entre gênero e intenção empreendedora. Os resultados mostram que os homens que consideram ter um nível suficiente de educação financeira, ou que planejam incrementá-lo, exibem maiores níveis de intenção empreendedora-inovadora. Além disso, a associação entre educação financeira e bem-estar, bem como a percepção de ter recebido um nível adequado da primeira, apresenta efeitos exclusivos entre as mulheres.
O estudo da diversidade na direção das empresas tem ganhado maior relevância devido às possíveis implicações no desempenho financeiro das companhias. Por essa razão, Pablo San Martín (Universidad Católica de la Santísima Concepción, Chile), Susana Sabaletta-Farías, Guipsy Rebolledo-Aburto (Universidad Adventista de Chile), Pedro Severino-González (Universidad Católica del Maule, Chile) e Felipe Irribarra (Universidad Católica de la Santísima Concepción, Chile) analisam a relação entre diversidade e equidade de gênero com o desempenho financeiro de empresas não financeiras no Chile. Aplicaram-se estatísticas descritivas, medidas de tendência central, correlações e regressões de dados em painel considerando uma amostra de 100 empresas. Os autores concluem que o gênero, por si só, não influencia o desempenho financeiro, mas a equidade e a presença de mulheres no conselho afetam negativamente os resultados financeiros das empresas.
No artigo seguinte, Elcídio Henriques Quiraque, Allison Manoel de Sousa e Romualdo Douglas Colauto (Universidade Federal do Paraná, Brasil) analisam a influência da rentabilidade na estrutura de capital das empresas brasileiras com e sem gestão familiar. A amostra foi composta por 191 empresas entre 2011 e 2024, analisadas pelo método dos momentos generalizados (GMM) em sistema. Os resultados indicam que as empresas brasileiras tendem a reduzir seu nível de endividamento à medida que aumenta a rentabilidade. No entanto, os achados também sugerem que a gestão familiar não intensifica essa relação. Este estudo contribui para a literatura ao evidenciar que o aumento da rentabilidade incentiva os gestores a reduzir o endividamento, independentemente de a empresa ser de gestão familiar ou não.
Fábio Luciano Violin e Rafael Henrique Teixeira da Silva (Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Brasil) investigam o comportamento de consumo feminino relacionado ao ride-hailing no Brasil. A análise dos dados foi realizada por meio de análise fatorial exploratória e confirmatória, respaldada por um diagrama de trajetória. Os dados indicaram um uso dos serviços de natureza utilitarista, impulsionado pelo facilitador tecnológico, acima de considerações sociais ou ambientais, juntamente com variáveis associadas à autopreservação. Os resultados apontam avanços na compreensão do comportamento das consumidoras ao revelar a natureza intercambiável das variáveis, ou seja, as usuárias modificam sua percepção de valor de acordo com os indicadores, os horários e as formas de uso. Isso também aponta para a contribuição prática do estudo ao indicar parâmetros para a tomada de decisão por parte das empresas provedoras desses serviços.
No último artigo, Lisbeth Naysha Janampa Arotoma, Fiorella Esther Quispe Meza, Mishell Miyushi Ticllasuca Canez e María Ximena Román-Pastor (Universidad Continental, Peru) buscam determinar os fatores que incidem nas exportações de mirtilos no Peru, 2017–2024. Para este fim, desenvolveu-se uma análise básica, quantitativa, de alcance correlacional e de desenho não experimental de corte longitudinal. Os autores concluem que os fatores determinantes nas exportações FOB peruanas de mirtilos são a taxa de câmbio, a inflação e a sazonalidade da produção dessa fruta. Identificaram que o preço das exportações FOB de mirtilos não apresenta efeito determinante estatisticamente significativo sobre o volume exportado.
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