No primeiro artigo deste número, a professora Janaina de Moura Engracia Giraldi (Universidade de São Paulo, Brasil) tenta estudar a influência da imagem do país de origem no valor da marca da banca espanhola, analisando o papel moderador do género e o conhecimento do país de origem. A autora conclui que a imagem do país de origem influi positivamente no valor de marca da banca espanhola. Por outro lado, quanto maior é o conhecimento do país de origem, mais as pessoas estão influenciadas pela sua imagem. Para além disso, os homens estão mais influenciados pela imagem do país de origem do que as mulheres.
O professor Antonio Vives (Stanford University, EUA) analisa as ferramentas de autoavaliação sobre RSE para PMES que, em geral, têm o objetivo de identificar falhos nas práticas responsáveis, relativamente a algum ideal, explícito ou implícito, e estimular, consequentemente, ações para as suas melhorias. Para efeitos de análise da sua efetividade, o autor estuda as caraterísticas e o conteúdo de onze ferramentas, produzidas por diferentes instituições na América Latina, em Espanha e por organismos multilaterais; tipifica o seu conteúdo; avalia a sua idoneidade para as PMES e tenta tirar conclusões sobre a sua efetividade na adoção de práticas responsáveis. Também discute os riscos de adotar um esquema de quadro de pessoal uniforme e aconselha, implícita ou explicitamente, as empresas que tenham práticas responsáveis em todas as áreas, o que para o autor pode conduzir a limitar a efetividade das ferramentas.
No seguinte artigo, Marlon Fernandes Rodrigues Alves e Elizabeth Krauter (Universidade de São Paulo, Brasil) tentam investigar a relação entre a remuneração dos executivos e o desempenho financeiro. Os autores selecionam organizações industriais do mesmo setor, com o objetivo de reduzir a interferência setorial, escolhidas entre as melhores para trabalhar no Brasil, e comparam os seus resultados financeiros com a estrutura da remuneração dos executivos (salário fixo, salário variável e benefícios), no período compreendido entre 2007-2011. Os autores concluem que não existe uma relação entre a remuneração e o desempenho financeiro das organizações do setor analisado.
Gislaine de Miranda Quaglio (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Brasil); Alberto Borges Matias, João Paulo Resende de Lima, João Gabriel Gomes Senh (Universidade de São Paulo, Brasil) tentam estudar o comportamento da rentabilidade dos bancos brasileiros em comparação com os bancos americanos, tendo em conta um período de grandes mudanças para o setor. A amostra representa os maiores bancos, atendendo ao critério de ativo total e utilizando os índices de análise financeira para medir as variáveis objeto de estudo, durante o período 2001-2013. Os resultados obtidos pelos autores mostram que os bancos brasileiros apresentam indicadores de rentabilidade superior aos bancos americanos, no entanto, apresentam margens inferiores a estes.
No seguinte artigo, a professora María Iborra (Universidade de Valença, Espanha) realiza uma exposição crítica sobre a teoria de identificação e relevância dos stakeholders. Para a autora, as teorias descritivas e instrumentais dos grupos de interesse favoreceram que os diretores de empresas centrem a sua atenção nos resultados das suas atuações e não na prevenção das consequências, sejam intencionais ou não. Por isso, propõe que os critérios de legitimidade, poder e urgência, devem ser acompanhados por uma identificação dos grupos de afetados, legítimos mas dependentes, dando especial relevância aos grupos mais vulneráveis em relação às decisões de uma empresa.
O objetivo do próximo artigo é verificar a aplicação das habilidades de gestão, para que os empregados estejam de acordo com os objetivos do setor, numa instituição de educação superior do Brasil. Para isso, Ana Carolina da Silva, Fernanda Martins Munhoz, Luciana Mariano Batista Oliveira, Willian Roberto Carvalho da Silva, Sidele Woehl, Paulo Fernando Martins (Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Brasil) e Anderson Catapan (Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Brasil), realizaram entrevistas e pesquisas na literatura para identificar estas caraterísticas e apresentaram estes dados à gerente de área, para que os validasse. Para os autores, os resultados encontrados neste estudo de caso podem mostrar que um modelo de gestão da competência pode ser aplicado como uma metodologia para sugerir uma ação de melhoria e, assim, contribuir de uma maneira mais eficaz ao sucesso dos objetivos estratégicos da organização.
No último artigo, Maria Gabriela Montanari, Raissa Alvares de Matos Mirand, y Janaina de Moura Engracia Giraldi (Universidade de São Paulo, Brasil, buscou comparar dois índices de competitividade, considerando como base o ano de 2013: o Índice Global de Competitividade (Global Competitiveness Index-GCI) e o Escore de Competitividade Mundial (The World Competitiveness Scoreboard- WCC). Utilizou-se a regressão simples, assim como uma análise de agrupamento, buscando relacionar estes índices com a variável chamada de “região”. Os resultados apontaram uma correlação positiva entre eles, mas foram notadas diferenças quando os índices são considerados de forma geral, bem como quando se separam os países em regiões. Este é um avanço nos conceitos e medidas de competitividade e pode direcionar a elaboração de futuros índices.
De novo queremos agradecer a todos aqueles que fazem com que seja possível o bom funcionamento da revista: membros do Conselho Consultivo, Conselho Editorial, Editores e Editores Associados de área, avaliadores, autores e, sobretudo, aos leitores.