v. 11 n. 2 (2017): MAIO-AGOSTO
MAIO-AGOSTO

No primeiro artigo Nadia Albis e Isabel Álvarez (Instituto Complutense de Estudos Internacionais, Espanha) analisam o desempenho inovador das subsidiárias estrangeiras em comparação com as empresas nacionais usando dados a nível de empresa para a indústria manufatureira colombiana. Para as autoras, os resultados evidenciam que as subsidiárias estrangeiras são superiores em produção de conhecimento em comparação com as empresas domésticas, explicado por uma maior intensidade no uso de insumos internos e externos de conhecimento. No entanto, quando as subsidiárias estrangeiras se comparam com as empresas domésticas que exportam, a brecha no desempenho inovador não é tão ampla. Os resultados contribuem para esclarecer como os vínculos entre a inovação e a internacionalização das empresas são relevantes também nos países em desenvolvimento.

Hoje em dia um dos grandes desafios da economia brasileira -segundo Marta Chaves Vasconcelos, Alaís Daiane Zdziarski, June Alisson Westarb Cruz, Wesley Vieira da Silva (Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Brasil) e Christian Luiz da Silva (Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Brasil)- é a gestão dos recursos destinados à saúde pública, chegando a identificar a situação atual como uma das maiores crises vividas. Entre outros fatores devido ao aumento da demanda e à ausência de efetividade na gestão. Neste sentido, os autores tratam de analisar o nível de eficiência do serviço do Sistema Único de Saúde (SUS) nos municípios paranaenses (Brasil) utilizando dois tipos de técnicas para medir a eficiência: Data Envelopment Analysis (DEA) e Free Disposal Hull (FDH) que podem ser utilizadas para ajudar a planificar melhor os recursos e a tomar decisões, encontrando diferenças significativas no nível de eficiência dos municípios paranaenses.

Para estudar a atividade internacional das empresas retalhistas de moda Teresa Fayos-Gardó, Haydeé Calderón-García e Marta Frasquet-Deltoro (Universidade de Valência, Espanha) propõem um quadro que analisa as diferentes dimensões de “incrustação” nos mercados exteriores com as capacidades dinâmicas. Partindo de nove entrevistas em profundidade a diretores de empresas do setor, obtemos que cada dimensão de incrustação se apoia em diferentes capacidades dinâmicas. A social requer capacidades de construção de marca que interajam com as capacidades de gestão do canal e de gestão do conhecimento; a relacional está apoiada pelas capacidades de gestão dos canais, como a territorial que também se encontra apoiada por estas mesmas capacidades.

No seguinte artigo Jorge Luis Sanchez Arevalo e Edgard Monforte Merlo (Universidade de São Paulo, Brasil) tratam de analisar os efeitos da integração física no comércio entre o Brasil e o Peru. Para isso os autores adotam o método “constant market share” com o objetivo de determinar os lucros e/ou perdas de competitividade e as fontes que podem explicar o padrão de comportamento do comércio. Para os autores houve lucros de competitividade das exportações brasileiras no mercado peruano, mas decrescentes nos últimos anos; e lucros de competitividade das exportações peruanas para o Brasil, apesar de terem um market share não significativo. O estudo conclui pondo em evidência que a composição das exportações do Brasil para o Peru é mais diversificada e do Peru para o Brasil é mais concentrada.

As uniões alfandegárias criam-se não só para gerar comércio, mas pelo seu efeito spin-off, isto é, pela sua capacidade para dar lugar e facilitar mais processos de integração noutros âmbitos que também contribuam para o desenvolvimento económico. Segundo Susana Herrero Olarte (Universidade das Américas, Equador) e Efstathios Stefos (Universidade Nacional de Educação, Equador), na América do Sul criaram-se cinco uniões alfandegárias, relativamente relevantes em termos de criação de comércio, que não serviram de base para maiores níveis de integração. O seu sucesso limitado relaciona-se com as assimetrias entre os países que formam os grupos. Nos âmbitos considerados não há grupos entre os países que formam as uniões alfandegárias na América do Sul.

José André Villas Boas Mello, Jose Diamantino de Almeida Dourado e Jayme Leonam Nogueira da Silva (Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca – Cefet-RJ, Brasil) tratam de investigar, no último artigo deste número, a perceção do consumidor da Região Metropolitana do Rio de Janeiro (Brasil) sobre os atributos de cervejas artesanais que se consomem na região. A investigação tem enfoque qualitativo e de natureza exploratória e aplicada. Os autores identificam a perceção sobre a importância e o diferencial estratégico de cada um dos atributos das cervejas analisadas e realizam uma avaliação da qualidade das variedades Lager, Ale e Weiss, assim como a análise das cervejas que mais consomem.

De novo queremos agradecer a todos aqueles que fazem com que seja possível o bom funcionamento da revista: membros do Conselho Consultivo, Conselho Editorial, Editores e Editores Associados de área, avaliadores, autores e, sobretudo, aos leitores.

Editor-chefe

BENCHMARKING Y CALIDAD; ELEMENTOS MICRO Y PROCESOS INDUSTRIALES, ELEMENTOS MACRO E INFRAESTRUCTURA

José André Villas Boas Mello, José Diamantino Almeida Dourado, Jayme Leonam Nogueira da Silva
PERCEPÇÃO DOS CONSUMIDORES DA REGIÂO METROPOLITANA DO RIO DE JANEIRO SOBRE CERVEJAS ARTESANAIS E SEUS ATRIBUTOS
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