v. 6 n. 2 (2012)
Sobre este número
Carta do Editor Chefe

No primeiro artigo, Gonzalo Maldonado Guzmán (Universidad Autónoma de Aguascalientes, México),  , Carlos Hernan González Campo e Edgar Julian Galvez Albarracín, da Universidade del Valle (Colômbia), analisam a colaboração entre as organizações como uma estratégia de marketing que está a ganhar cada vez mais adeptos, num mercado caracterizado por um elevado nível de competitividade e globalização, permitindo que as pequenas e médias empresas (PME) participantes obtenham maiores benefícios do que teriam se trabalhassem de forma individual, já que facilita o intercâmbio de informação, conhecimentos e experiências entre os trabalhadores. O artigo apresenta uma análise empírica com uma amostra de 300 PME com 5 a 250 trabalhadores. Os resultados obtidos indicam que a redução de custos das compras, o desempenho financeiro e o nível de inovação têm efeitos positivos significativos na colaboração entre as empresas.

O conceito open source descreve uma metodologia de desenvolvimento de software que facilita o livre acesso ao código fonte e que gerou um amplo e, em alguns casos, eficiente ecossistema em inovação livremente acessível à sociedade, reduzindo por vezes o software a um produto básico de infra-estrutura, e impulsionando a criação de valor para uma fase posterior da cadeia. Jesús García García e María Isabel Alonso de Magdaleno, da Universidade de Oviedo (Espanha), identificam os factores que podem permitir comunicar esta responsabilidade social, realizando para tal um estudo webmétrico, em que são analisados diversos projectos relevantes, em busca de comunicação de indicadores de êxito.


O objectivo do seguinte artigo, escrito por Ninicius Claudino de Sá e Bartolomeu Israel de Sousa, da Universidade Federal de Santa María e da Universidade Federal de Paraíba (Brasil), respectivamente, é determinar qual a percepção dos líderes de um município rural situado no Estado brasileiro semiárido de Paraíba, com a finalidade de identificar os seus principais pontos fortes e debilidades. Como resultado, os autores destacam o grande interesse dos líderes na melhoria da qualidade de vida da região, optimizando o uso dos recursos naturais e a prevenção da degradação ambiental. Também mostram uma grande preocupação para com a juventude rural, sugerindo um maior investimento em políticas públicas orientadas para a educação, o ócio e a formação profissional.

Para os professores María Antonia García-Benau, Ana Zorio Grima, da Universidade de Valencia (Espanha), e Laura Sierra García, da Universidade Pablo de Olavide (Espanha), a verificação externa dota de maior credibilidade os relatórios de RSE. O seu trabalho de investigação apresenta os resultados de um estudo empírico, durante 2005-2009, sobre a verificação de 2685 relatórios de sustentabilidade elaborados por empresas europeias. Os resultados indicam que a decisão de verificação depende do tamanho da empresa, do sector ao qual pertence, do ano e do sistema contabilístico dos países. Espanha, com 33% de relatórios verificados, é o país que verifica mais relatórios de sustentabilidade, revelando-se pioneiro na busca de maior qualidade na informação social e ambiental publicada.

No seguinte artigo, os professores Janaina de Moura Engracia Giraldi e Fernanda de Tavares Canto Guina, da Universidade de São Paulo (Brasil), trataram de identificar a influência da imagem do Brasil nas atitudes dos consumidores europeus em relação à carne brasileira, um fenómeno conhecido como o efeito do país de origem. Através da aplicação de um inquérito, realizado em quatro países europeus (Irlanda, Inglaterra, Alemanha e França), foi detectado um baixo nível de conhecimentos relativos à carne brasileira, e também um efeito do país de origem baixo e positivo. Esse efeito é mais positivo quando os consumidores têm mais conhecimentos sobre o Brasil e uma maior familiaridade com a carne brasileira.

David Rodeiro Pazos, da Universidade de Santiago de Compostela (Espanha), e Nuria Calvo Babio, da Universidade de La Coruña (Espanha), desenham um quadro conceptual do papel dos Parques Científico-Tecnológicos como aceleradores da inovação e criação de tecido empresarial nas universidades. A partir da análise do modelo espanhol, os autores desenham um mapa estratégico que relaciona as principais características dos Parques com o seu crescimento, e foi colocada uma “tripla hélice de empreendimento”, sendo identificados os agentes com maior grau de interesse na eleição de um Parque específico para localizar as spin-offs universitárias, os empreendedores, os investidores e as universidades.

Mais uma vez, queremos agradecer a todos aqueles que tornaram possível o bom funcionamento da revista: membros do Conselho Consultivo, Conselho Editorial, Editores e Editores Associados de área, avaliadores, autores e, sobretudo, os leitores.

Editor in Chief

SISTEMAS DE GOBIERNO Y GOBERNABILIDAD

Vinícius Claudino de Sá, Bartolomeu Israel de Souza
CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO:Desafios e possibilidades de uma comunidade rural .
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RESPONSABILIDAD SOCIAL CORPORATIVA: INNOVACIÓN SOCIAL Y CREACIÓN DE EMPRESAS

Jesús García García, María Isabel Alonso de Magdaleno
DIVULGAR OPEN SOURCE ORGANIZAÇÕES SEU IMPACTO SOCIAL? UMA ANÁLISE WEBMÉTRICO .
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MARIA ANTONIA GARCÍA- BENAU, ANA ZORIO GRIMA, LAURA SIERRA GARCIA
A VERIFICAÇÃO DA MEMÓRIA DE SUSTENTABILIDADE NUM CONTEXTO EUROPEU .
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